Dr. Ricardo Calvett
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Sequelas de queimaduras

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Sequelas de queimaduras

 

O tratamento adequado das queimaduras profundas na fase aguda com enxertia precoce ajuda prevenir a ocorrência das sequelas. O atraso no tratamento da cobertura das feridas também está relacionado à cicatrização hipertrófica.
 

As contraturas fazem parte do processo natural de cicatrização, ocorrendo tanto em feridas cicatrizadas quanto em enxertos de pele. A magnitude da contratura é menor quanto maior a espessura da derme enxertada, assim a escolha do tipo de enxerto em articulações (enxerto em lâmina) é fundamental para minimizar as sequelas. As contraturas não afetam somente a pele, mas também os tecidos mais profundos como músculos e tendões.
 

As contraturas leves podem ser tratadas com mobilização das zonas articulares e com tração constante, visando manutenção do corpo em postura anatômica. As contraturas mais graves requerem liberação cirúrgica e nova cobertura com enxertos ou retalhos. As traves cicatriciais são denominadas bridas ou sinéquias.

A participação de equipe multidisciplinar (fisioterapia e terapia ocupacional) no tratamento dos pacientes queimados é necessária para a mobilização precoce das áreas afetadas e reabilitação. Orienta-se uso de malhas compressivas sobre áreas de queimadura que já receberam cobertura com enxertos ou cicatrização espontânea.

 

A compressão atua no processo de maturação da cicatriz, estimula a remodelação e previne hipertrofia cicatricial e ocorrência de bridas. O processo de maturação da cicatriz leva 12 meses. No pós-operatório de liberação de contraturas cicatriciais ou após cobertura de feridas agudas, recomenda-se uso de splints/órteses para imobilização de ombros em posição de abdução para região axilar, assim como colar cervical em leve hiperextensão para região do pescoço.

O acompanhamento ambulatorial por equipe de fisioterapia e terapia ocupacional  auxilia na reabilitação motora ao orientar exercícios de mobilização das zonas articulares, podendo se valer do uso de órteses, malhas compressivas e placas de silicone entre outros.

O tratamento cirúrgico consiste na ressecção do tecido cicatricial e cobertura por:
 

1) Enxertos de pele;
 

2) Retalhos de transposição (zetaplastias);
 

3) Uso de expansores de tecidos e retalhos de avanço;
 

4) Uso de matrizes dérmicas associados à enxertia de pele.

 

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