Dr. Ricardo Calvett
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Nevos Melanocitico

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TUMORES CUTÂNEOS - NEVOS MELANOCÍTICOS E MELANOMA MALIGNO

Nevos são lesões benignas compostas de células pigmentares, os melanócitos, que produzem melanina, dando a coloração ao nevo (variados tons de marrom). São popularmente conhecidos por “pintas” ou “sinais” e ocorrem em qualquer parte do corpo. Podem estar presentes ao nascimento ou surgir ao longo dos anos. A exposição solar pode aumentar o número de nevos ou escurecer aqueles já existentes.

Existem vários tipos de nevos melanocíticos, sendo os principais deles:

1. Nevo Epidérmico: lesão benigna*

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de melanoma são:

• Idade acima de 50 anos;
• Exposição solar (principalmente aquela intermitente e intensa);
• História na família deste tipo de câncer;
• História de queimadura solar (principalmente na infância);
• Presença de nevos displásicos ou atípicos;
• Presença de múltiplos nevos (acima de 5);
• Presença de sarda, além de pele, cabelos e olhos claros.

Para prevenção e diagnóstico do melanoma é necessária a realização de exame físico dermatológico completo periodicamente, realizado por profissional capacitado. A Dermatoscopia Digital (mapeamento dos nevos) também é muito importante para detecção de nevos suspeitos, principalmente em pessoas que apresentam múltiplas lesões. A confirmação do diagnóstico é feito por biópsia. A abordagem seguinte depende das informações contidas no laudo da biópsia e dos exames complementares de estadiamento.

O tratamento é realizado pela ressecção da lesão com margens de segurança, podendo ser associada a pesquisa de linfonodo sentido sentinela e/ou linfadenectomia da cadeia linfonodal de drenagem correspondente. O planejamento do tratamento cirúrgico envolve o tratamento oncológico (ressecção da lesão) e a cirurgia reconstrutiva.

Diferentes técnicas de reconstrução em cirurgia plástica são utilizadas para a cobertura imediata dos defeitos. A escolha do tipo de cirurgia reconstrutiva (enxertos ou retalhos) mais adequado deve ser discutida com o cirurgião plástico durante a consulta. Alguns fatores interferem na escolha do tratamento, como a qualidade de tecido de cobertura da ferida oncológica, idade e comorbidades do paciente, tempo de recuperação, prognóstico do tratamento oncológico, sequelas de áreas doadoras de enxertos/retalhos e o prognóstico quanto à reabilitação estética e funcional da área afetada.

NEVO MELANOCÍTICO CONGÊNITO GIGANTE

Esta patologia acomete os recém-nascidos e consiste em manchas enegrecidas que recobrem grandes áreas do corpo do bebê. Elas são proliferações das células chamadas melanócitos que produzem o pigmento negro melanina e assemelham-se a grandes pintas. Podem apresentar alterações da textura da pele e pilificação, podendo acometer todos os segmentos do corpo.

O tratamento consiste no acompanhamento cauteloso e na ressecção dessas lesões devido ao risco de transformação para melanoma.

A equipe de cirurgia utiliza técnicas de cirurgia plástica para substituir as manchas por pele normal e reconstruir as áreas afetadas.

6. Nevo Congênito: presente ao nascimento. Algumas vezes pode apresentar grandes dimensões, sendo chamado de nevo congênito gigante. Esse tipo de nevo tem maior risco de transformar-se em melanoma, principalmente o gigante.

5. Nevo Azul: a sua localização profunda na pele confere coloração azulada. É uma lesão benigna, mas pode ser confundido com melanoma ao exame físico.

7. Nevo atípico ou displásico: nevo assimétrico, irregular e com variação de cor. Também possui maior risco de transformar-se em melanoma.

4. Nevo composto: lesão benigna.

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